sexta-feira, 28 de maio de 2010

A samambaia e o bambu


Certo dia, decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida. Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus. Eu disse:“O Senhor poderia me dar uma boa razão para eu não entregar os pontos?”

Sua resposta me surpreendeu: “Olhe em redor. Você está vendo a samambaia e o bambu?”
Eu respondi: “Sim, estou vendo.”

“Pois bem, quando Eu semeei a samambaia e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água.

A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.

Apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu nada apareceu.

Mas eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.

Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.

Seis meses depois o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficou 5 anos afundando raízes.

Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver. A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.”

E, olhando bem no meu íntimo, disse: “Você sabia que durante todo esse tempo em que você vem lutando, na verdade, estava criando raízes?

Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não se compare com outros.

O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Seu tempo vai chegar”, disse-me Deus. “Você crescerá muito!”

“Quanto tenho de crescer?”, perguntei.
“Tão alto como o bambu”, foi a resposta. E eu deduzi: Tão alto quanto puder.

Espero que estas palavras possam lhe ajudar a entender que Deus nunca desistirá de você. Nunca se arrependa de um dia da sua vida. Os bons dias lhe dão felicidade.

Os maus lhe dão experiência. Ambos são essenciais para a vida. A felicidade lhe faz doce. Os problemas lhe mantêm forte. As penas lhe mantêm humano.

As quedas lhe mantêm humilde. O bom êxito lhe mantém brilhante. Mas só Deus lhe mantém caminhando.

(Autor Desconhecido)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Pudim...

Achei esse texto muito bom da Martha Medeiros e resolvi compartilhar com vocês.


Chega de meias porções da vida




Não há nada que me deixe mais frustrada do que pedir Pudim de sobremesa, contar os minutos até ele chegar e aí ver o garçom colocar na minha frente um pedacinho minúscula do meu pudim preferido.





Uma só. 





Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. 


Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um pudim bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. 





O PUDIM é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano. 





A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. 


A gente sai pra jantar, mas come pouco.


Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons.


Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil'). 





Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. 


Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. 


Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. 





E por aí vai. 





Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação... 





Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão...  





Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado'.


Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. 


Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. 





Recusar prazeres incompletos e meias porções.




Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim: 'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'... 





Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos?) desejar vários pedaços de pudim, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.  





Um dia a gente cria juízo. 


Um dia. 





Não tem que ser agora. 





Por isso, garçom, por favor, me traga: um pudim inteiro, um sofá pra eu ver 10 episódios do 'Prison Break',  uma caixa de trufas bem macias e o Cauã Reimond, nu, embrulhado pra presente.





OK? Não necessariamente nessa ordem. 


Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago... 





Martha Medeiros

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A vida me ensinou....


A vida me ensinou...
A dizer adeus às pessoas que amo, sem as tirar do meu coração;
Sorrir às pessoas que não gostam de mim, Para lhes mostrar que sou diferente do que elas pensam;
Fazer de conta que tudo está bem quando isso não é verdade, para que eu possa acreditar que tudo vai mudar;
Calar-me para ouvir; aprender com meus erros.
Afinal eu posso ser sempre melhor.
A lutar contra as injustiças; sorrir quando o que mais desejo é gritar todas as minhas dores para o mundo.
A ser forte quando os que amo estão com problemas;
Ser carinhoso com todos que precisam do meu carinho;
Ouvir a todos que só precisam desabafar;
Amar aos que me magoam ou querem fazer de mim depósito de suas frustrações e desafectos;
Perdoar incondicionalmente, pois já precisei desse perdão;
Amar incondicionalmente,
 pois também preciso desse amor;
A alegrar a quem precisa;
A pedir perdão;
A sonhar acordado;
A acordar para a realidade (sempre que fosse necessário);
A aproveitar cada instante de felicidade;
A chorar de saudade sem vergonha de demonstrar;
Me ensinou a ter olhos para "ver e ouvir estrelas",
embora nem sempre consiga entendê-las;
A ver o encanto do pôr-do-sol;
A sentir a dor do adeus e do que se acaba, sempre lutando para preservar tudo o que é importante para a felicidade do meu ser;
A abrir minhas janelas para o amor;
A não temer o futuro
;(embora ainda o tema)
Me ensinou e está me ensinando a aproveitar o presente,
como um presente que da vida recebi, e usá-lo como um diamante que eu mesmo tenha que lapidar, lhe dando forma da maneira que eu escolher."
Charles Chaplin